segunda-feira, 18 de abril de 2011

2ª Etapa do Circuito Vicentino de Carveboard - Surf no Asfalto na Ilha Porchat


No ultimo domingo, dia 17 de Abril, rolou a 2ª Etapa do Circuito Vicentino de Carveboard nas ladeiras do Ilha Porchat. Como a proposta de resgatar a raiz e a essência do carveboard e comparar as áreas exploradas pelo surfista na onda, com as áreas exploradas pelo rider na ladeira, o campeonato ganhou em nível de dificuldade e automaticamente em plasticidade do role. A galera botou pra baixo e o resultado não poderia ser outro, “Show de Surf".

O esporte conhecido como Carveboard (Surf no Asfalto) surgiu na California em 1997, mas só chegou ao Brasil em 2004.
Assim como em qualquer outro esporte, é necessário conhecer as regras básicas do carve para aprender e evoluir de forma consistente no esporte.
Desta maneira a pessoa que tem o primeiro contato com o carve não queima etapas e se diverte enquanto aprende. Nada pior do que levar uma ralada desnecessária, torcer um pé ou ficar com o corpo doendo por falta de conhecimento.
O carve é diferente dos skates comuns; ele foi feito para imitar os movimentos do surf e por isso seu shape é bem mole. Como o próprio nome já diz, o carve é um board de cavada, não de velocidade.
Muitas pessoas se confundem com o visual robusto e os pneus grandes achando que o esquema é pegar uma ladeira bem íngreme e descer em altas velocidades. Nada mais errado do que isso! O carve é para ser utilizado em baixas velocidades, cavando, fazendo curvas fechadas, jogando o corpo e sentido a fluidez dos movimentos, como no surf.
Se você acha que a velocidade está muito alta, alguma coisa fez de errado. Mantenha sempre o controle sobre a velocidade, fazendo curvas largas e compatíveis com a inclinação da ladeira.
Sinta a vibe do surf e você vai fazer o carve deslizar como nas ondas.
O carve é como uma bicicleta. Você precisa de um mínimo de deslocamento para conseguir andar e conseguir o equilíbrio necessário. É bem difícil se equilibrar em uma bicicleta parada? no carve é a mesma coisa. Desta maneira será possível fazer as primeiras curvas através do controle do corpo.
Num skate normal o controle de direção se dá principalmente pela inclinação dos pés. No carve isso não funciona, você tem que usar principalmente a parte de cima do corpo, o peitoral, para fazer as curvas. Todo o controle de direção se dá através do deslocamento do seu centro de gravidade para a frente ou para trás. Se tentar controlar o carve somente através da inclinação dos pés, perderá o equilíbrio e cairá do equipamento. O ideal é começar a fazer curvas bem abertas, inclinando o corpo suavemente, utilizando toda a largura da rua que está usando.
Para frear é simples: o carve não tem freio! Mas não se preocupe, planadores, asas-delta e parapentes também não têm freios e nem por isso se espatifam por aí. O segredo é estar sempre no controle da velocidade. Nunca deixe o carve alcançar uma velocidade em que você não esteja confortável. Para isso abuse das curvas e use sempre toda a extensão (largura) da rua em que está andando. Se achar que está muito lento dê uma remada ou aponte o carve para baixo da ladeira para ele pegar um pouco de velocidade. Logo em seguida volte a fazer curvas e usar a rua inteira. Assim você estará sempre no controle do carrinho e seus joelhos, cotovelos e mãos agradecerão.
As pessoas sempre perguntam se é preciso usar equipamentos de segurança. A primeira resposta é que eles nunca são demais; a segunda é que o pessoal normalmente começa a usar depois que leva as primeiras raladas.
No ponto de vista geral, o equipamento essencial é uma boa luva grossa, de preferência aquelas de pedreiro, conhecidas como luvas de raspa de couro. Elas são baratas e podem ser encontradas em lojas de materiais de construção.
O capacete, joelheiras e cotoveleiras são outros bons acessórios de segurança que devem ser usados, ainda mais se a pessoa está começando no esporte. Na dúvida, use todos e não vai se arrepender nunca.


Fonte: Surfe no Asfalto

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