segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um pouco de História - Oceanoriun São Vicente





Foto: Carlos Pimentel Mendes, em 28/7/1979


Saltos do golfinho eram a grande atração














Já foi ponto de referência turística em São Vicente, mas acabou fechando logo após uma campanha dos ecologistas, que denunciaram as más condições dos animais marinhos ali mantidos e montaram grande operação para devolvê-los ao mar: era o Oceanório (também chamado de Oceanorium), instalado na praia do Itararé, onde o golfinho Flipper era o último de sua espécie ainda em cativeiro no País, até ser solto em 1993.
A história de sua libertação foi contada em 18 de janeiro de 1993 pelo jornal O Estado de São Paulo, inclusive com chamada na primeira página:
Foto: Itamar Miranda/Agência Estado, publicada com a matéria
DE VOLTA PARA CASA
Veterinários, biólogos e bombeiros retiram Flipper do Oceanorium, em São Vicente, para levá-lo, de helicóptero, para Santa Catarina, e devolvê-lo ao mar. Acostumado a receber alimentos dos tratadores, o golfinho terá de reaprender a lutar pela sobrevivência

Flipper parte a caminho do mar

Um helicóptero Sikorski decolou ontem (17 de janeiro de 1993) às 13h40 da praia de Itararé, em São Vicente, levando um passageiro especial: Flipper, o golfinho que nos últimos anos divertiu crianças e adultos no Oceanorium, um parque aquático da cidade. Flipper era até ontem o único exemplar de sua espécie em cativeiro no País. Ele foi levado para Laguna, em Santa Catarina, o mesmo lugar onde foi capturado há oito anos. Lá, ele passará cerca de três meses reaprendendo a viver no mar. Depois, ganhará liberdade total e definitiva. 
Pela porta - Os bombeiros calcularam em cerca de 4 mil as pessoas que, desde as 11 horas, se juntaram para se despedir do golfinho. O embarque, no entanto, não foi fácil: a caixa especial preparada para levar Flipper era grande demais e não passava pela porta do helicóptero. Teve de ser serrada. 
Flipper estava sedado e não reagiu quando foi retirado da água. Bateu, porém, com a cabeça na porta do tanque e sangrou um pouco. Mais de 20 pessoas trabalharam para retirá-lo. Numa maca, foi rapidamente transportado para o helicóptero e, às 12h42, já estava embarcado, junto com veterinários e biólogos da World Society for the Protection of Animals (WSPA). 
Acostumado a comer nas mãos do tratador e a apresentar espetáculos para ganhar comida, Flipper terá de reaprender a comer peixe vivo, capturado por ele mesmo.

DE VOLTA ÀS ORIGENS
Flipper embarca no helicóptero: golfinho terá de reaprender a comer peixe vivo.
Foto: Itamar Miranda/Agência Estado, publicada com a matéria

São Vicente possui o único Oceanorium existente na América Latina

Situado em nossa divisa com a Cidade de Santos, junto a parque de diversões, o Oceanorium possui 4 golfinhos amestrados, Tony, Brigit, Suzi e Tojo, em tanque de água salgada, de 5 metros de altura e cuidadosamente filtrada e temperada, por três filtros.
O Oceanorium é de propriedade do Sr. Roland Mac Degret, que projeta acrescentar focas amestradas e lontras, em tanques especiais.
O Oceanorium teve início em julho de 1967, e milhares de pessoas de todo o Brasil e do exterior já visitaram o local. O Oceanorium também ajuda as instituições de caridade, destinando uma parte de sua verba para o Hospital São José e o Lar de Assistência ao Menor (LAM).

Espetáculo no Oceanório, com focas amestradas
Foto: Carlos Pimentel Mendes, em 28/7/1979
  
Fonte:  Novo Milênio

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