sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Término do Horário de Verão 2011 / 2012



Termina à meia-noite do dia 25 para 26 de fevereiro o Horário de Verão, onde os relógios deverão ser atrasados em uma hora, sendo que teremos duas meia-noite.

Segundo o artigo primeiro do Decreto 6.558, ficou instituído que o horário de verão de todos os anos, seriam a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro de cada ano, até a zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte, perfazendo 126 dias, adiantando-se 60 minutos em relação à hora legal.

Este ano foram ao todo 133 dias, pois conforme o Decreto, no ano que houver coincidência entre o domingo previsto para o término do horário de verão e o domingo de carnaval, então o encerramento se dará no domingo seguinte.

A adoção do Horário de Verão visa à redução da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período de pico. Com isso, obtém-se o alívio do carregamento dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, aumentando a segurança e a confiabilidade operacional, pois o carregamento de todo o sistema elétrico é reduzido nos momentos de pico, melhorando as condições de controle, principalmente em situações de emergências.

Essa redução ocorre no período do ano em que o sistema é, de modo geral, submetido a condições operacionais mais críticas, reduzindo os riscos de desligamentos de linhas de transmissão, principalmente devido a descargas atmosféricas, proporcionando também melhores condições de suprimento, em termos de continuidade e qualidade de atendimento às diversas áreas dos sistemas.

Como benefício adicional observa-se a economia de investimentos em obras de geração e de transmissão de energia elétrica e na geração de usinas térmicas para atendimento a picos de carga neste período do ano em determinadas regiões do país, traduzindo-se como um aumento evitado nas tarifas de energia e um ganho ao meio ambiente.

O Horário de Verão aproveita o fato de que neste período os dias são mais longos, devido à posição da Terra em relação ao Sol. Em São Vicente, por exemplo, os dias duram cerca de 10 horas e 50 minutos no inverno e 12 horas e 40 minutos no verão. A medida provoca o adiantamento do horário civil em relação ao horário padrão, retardando a ligação da iluminação artificial, que é acionada mais tarde do que aconteceria normalmente. O efeito provocado é a não-coincidência da entrada desse tipo de iluminação com o consumo do comércio e da indústria, cujo montante se reduz após as 18 horas, e com outros tipos de consumo nas residências, cuja carga aumenta significativamente nesse horário, motivados principalmente pelo uso do chuveiro elétrico.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Conheça melhor como funciona o VLT


Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)

É um pequeno trem urbano, geralmente movido a eletricidade. Seu tamanho permite que sua estrutura de trilhos se encaixe no meio urbano existente. O VLT é uma espécie de Metrô de Superfície, ou mesmo um "bonde" moderno tornando-se alternativa de transportes em cidades como Campinas, Maceió e Recife ou entre cidades de médio porte como o Trem do Cariri entre Crato e Juazeiro do Norte, e Arapiraca. Fortaleza e Natal possuem um projeto de VLT para a Copa do Mundo de 2014, já que elas participarão do evento como sede. Salvador também possui um projeto de VLT, no qual o atual sistema de trens suburbanos seria adaptado e convertido num sistema de VLT, para futuramente se integrar com o sistema de metrô da cidade, Também João Pessoa possui um projeto para implantar um VLT. Todavia, a única cidade com projeto em fase de execução até agora é Brasília.


VLT do Litoral Paulista

O projeto do VLT, veio para substituir o TIM (Trem Intermunicipal), um trem de subúrbio que ligava o centro da cidade de São Vicente ao subúrbio de Santos. Operou por alguns anos, até que em meados de 1999, o sistema teve seus serviços interrompidos pelo governo estadual pela situação lastimável em que se encontrava o sistema. Prometeu-se remodelar e modernizar o sistema substituindo o TIM pelo VLT. Foi criado um projeto aproveitando-se a linha do antigo TIM, ligando a área continental de São Vicente (subúrbios) ao porto de Santos e outras duas linhas, uma ligando Santos a Peruíbe e outra ligando Santos a Cubatão (COSIPA).

Este sistema seria a real integração de toda a metrópole de São Vicente e Santos, o troncalizador do sistema de transportes metropolitanos, onde as viagens entre as cidades da metrópole eram e ainda são feitas por ônibus. Foram realizados vários estudos e vários projetos e traçados alterados foram feitos e após várias seções públicas o projeto final ficou pronto e definiu-se sete trechos a serem implantados.


Passados vários anos de morosas conversações e estudos sobre o projeto, o governo estadual afirmou ser melhor a implantação de um sistema de VLP (Veículo Leve sobre Pneu) pois alegaram este ser de menor custo de implantação e de manutenção. Ainda assim, o VLT será implantando na Ilha de São Vicente, onde ficam as cidades de Santos e São Vicente, e o VLP nas linhas integradoras às restante das cidades pertencentes a Região Metropolitana de Santos e São Vicente. A previsão era que as obras de implantação do VLT de Santos começassem no ano de 2011 (com um pequeno trecho implantado e ainda em fase de testes) e, no decorrer dos anos, se estenderem até a cidade de São Vicente.


Fonte: Wikipédia

Obras do VLT em São Vicente começam em junho, diz EMTU

As obras no trecho de São Vicente do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começam em junho deste ano. O mês em que os trabalhos serão iniciados foi definido em reunião no dia 07/02 entre representantes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e o prefeito de São Vicente, Tercio Garcia. 


A expectativa dos técnicos da EMTU é de que a primeira composição do VLT esteja operando em novembro de 2013, quando começam os testes. O veículo percorrerá 15 quilômetros de extensão, que vai das proximidades da Ponte A Tribuna sobre o Canal dos Barreiros até o Porto de Santos, incluindo também um ramal ligando a Avenida Conselheiro Nébias ao Valongo. 

O trecho de São Vicente terá cinco estações de embarque e desembarque com cobertura e sistema de cronometria indicando os horários das composições. Estudos realizados pela empresa estimam que o VLT vai transportar de 120 a 150 mil passageiros por dia útil e passará numa frequência entre seis e dez minutos. As 22 composições do VLT vão circular em São Vicente ao longo da linha férrea já existente. A ciclovia será preservada e o sistema viário receberá algumas melhorias de forma que o sistema seja integrado ao transporte público já existente na Cidade.

O maior terminal de integração será nas proximidades da Ponte dos Barreiros. Haverá necessidade de elevação da pista da Rodovia dos Imigrantes no ponto em que a Linha Amarela cruza com a rodovia, de modo a facilitar a passagem das composições, cada uma com 44 metros e capacidade para 400 passageiros. 





A licitação dos viadutos na Imigrantes deverá ser aberta em maio. Sem o viaduto na Imigrantes o VLT não poderá passar.Outra intervenção necessária para viabilizar o VLT será a reforma ou reconstrução do viaduto da Avenida Antônio Emmerich sobre a Linha Amarela (foto), uma estrutura com grande massa de concreto, cujo vão é insuficiente para a passagem das composições. 

A EMTU informou que, no momento, promove a qualificação das empresas que já sinalizaram interesse em participar da licitação, a ser aberta em breve. A qualificação visa evitar o atraso do início das obras. Uma das exigências da EMTU é um sistema de amortecimentos de ruídos e vibrações na linha. 

Participaram da reunião na Prefeitura de São Vicente, além do prefeito Tercio Garcia, o secretário de Obras, Ridel Vieira; o secretário de Transportes, Segurança e Defesa Social (Setrans), Eduardo Tenório; o secretário de Governo, Jânio Benith; o secretário de Comunicação, Clóvis Vasconcellos; o diretor de Transportes Básicos da Setrans, Vandilei Rodrigues; Jorge Simão Júnior, gerente da EMTU; Luiz Carlos Pereira Grillo, superintendente de Engenharia e Obras da EMTU; Cristiane Diaz, arquiteta da EMTU e representantes das empresas Sistram e Setepla, que formam o consórcio responsável pelo projeto executivo concluído.

De: A Tribuna


Na próxima matéria, conheça um pouco mais sobre os VLT.